quinta-feira, 15 de abril de 2010

Eu queria ter-te, mas não podia/ Tu querias e eu negava-te


Não te esqueci, tu sabes e sempre soubeste, doeu-me muito quanto te perdi, te disse adeus com os olhos enraivecidos e repletos de lágrimas, já sentia saudade naquele preciso momento em que te perdi ou te deixei, sabes o porque.
Alimentei a ideia que tu já não serias mais meu, fosse de que forma fosse. Ainda pensei em tentar aproximar-me de ti, mas apenas como tu fiel amiga, tu recusas-te. Sempre e sempre. Eu dizia que não te queria e de noite sonhava contigo. Os tempos foram passando e nós fomos mudando. Continuava a escrever para ti, as palavras proferiam por inércia, súbitas e puras. Escrevia e dobrava as folhas, rasgava-as integralmente, para ter a certeza que tu nunca as ias ler. Quem sabe se tu alguma vez pensaste como eu me senti? Agiste compulsivamente , tiveste atitudes incompreensíveis (pelo menos naquela altura, não entendia, hoje percebo mas não aceito e magoa-me a alma e o coração quando penso da forma cruel que me magoaste) Ainda assim, eu pensava em ti.
Continua a querer-te, a desejar-te e sobretudo a amar-te. Mas eu sabia que a nossa história não terminava ali, ou talvez sim, eu continuava a relembrar-te ainda que fosse em sonhos e pensamentos constantes.
Sentia genuinamente a tua falta, falta de me sussurrares ao ouvido as tuas doces, amáveis e carinhosas palavras, de manifestares a cada gesto teu o teu amor por mim, de me segurares ao colo e girares, como nos filmes, recordo-me da satisfação da minha parte ao penetrar os meus olhos nos teus grandes e cintilantes olhos verdes e ver neles apenas o meu reflexo. Inesquecível a cumplicidade que existia entre nós. Ai, que saudades!Não posso esquecer do quanto era bom ver-te sorrir para mim. Fazias-me sentir em plenitude protegida.
Adormecia ao som da nossa música
"Juro nunca te vou deixar" .. Sonhava com as tuas carícias, (a tua ausência não era visível nos meus sonhos), era capaz de mover tudo e dar tudo só por sentir aquele gesto adorado por mim, de sentir as tuas mãos plenas de ternura, sentia o teu aroma que me fazia ainda apenas em sonho, capaz de ir ao teu encontro. De dia sorria, de noite chorava. Continuava com a premonição de que um dia nos iramos reencontrar. Eu temia esse encontro, mas ansiava-o reciprocamente. Havia indícios que te veria eminentemente.
Hoje, apenas recordo a tristeza que tu me causaste com a tua ausência e sinto o teu desejo e amor por mim que se mantêm igual que outrora, ou talvez a nossa separação, tornou-o ainda mais forte.
Quero que apagues de mim a dor que me consome e seques as lágrimas que têm o teu nome.

12 comentários:

Isabel disse...

Está lindo querida :)

Isabel disse...

E faz tão bem vaguear sem rumo aparente minha querida :')

Isabel disse...

Já lá estou querida :)

Joana S. *-* disse...

Gostei do blog :)
A seguir*

Beijinhos, Joana*

- Rita f. disse...

Gostei imenso do texto *-*

Beijinho.
Rita f.

sara disse...

Muito Obrigado! :'D

- Rita f. disse...

Oh, obrigada mesmo por me seguires e pela tua visita :) És sempre bem vinda no meu espacinho.

Beijinho.
Rita f

jo disse...

ESCREVES SEMPRE COM TANTA PAIXÃO *.*
LINDO

- Rita f. disse...

Obrigada mesmo *-*
Vou seguir-te sempre :)

Beijinho.
Rita f.

jo disse...

Tristes são mesmo só as palavras, porque para o amor que é, não posso escrever de outra maneira. Eu escrevo sim para esvaziar a alma, mas também porque já não sei escrever sobre mais nada nem para mais ninguém.

obrigada pelo teu sábio comentário, minha loirinha <3

sara disse...

além de adorar a imagem, o texto está especialmente sentido.
gosto muito do que escreves e transcreves da alma :)

Débora. disse...

gostei :)