quinta-feira, 1 de abril de 2010

A troca de um olhar que mudou duas vidas


Era uma noite fria, típica de Janeiro, quando uma bela rapariga de cabelo alourado ,solto, a baixo dos ombros, com umas jeans beijes e uma blusa de gola alta castanha, olhos grandes e de cor de avelã, tinha umas rosetas na sua fase,eram acepção que não estava bem,os seus lábios eram rosa mas um rosa bem clarinho,umas mãos branquinhas e unhas muito,muito pequenas, roí-as , era a sua forma de exprimir o seu nervosismo, possuía uma expressão carregada pelo simples facto de ter tido uma desavença com a sua mãe, entrou num bar, por influência de uma amiga, dado que ela não tinha paciência, vontade de estar rodeada de pessoas, ainda assim, foi. Foi com o intuito de se tentar distrair, mas nunca pensou que num momento a sua vida muda-se (...).
A sua amiga pegou na mão dela e levou-a para o tal sitio. Tinha dois andares, o primeiro piso tinha umas mesas pequenas juntamente com umas cadeiras modernas, encostadas à parede, no fundo do bar, havia pessoas que estavam ao balcão, estavam muita gente como sempre naquele lugar, mas que essa rapariga não costumava frequentar. Bebiam um copos e ali estavam no convívio, outras jogavam ao snooker e outras às setas, assim passavam o tempo. (Estava tudo normal, não havia indícios de algum acontecimento diferente). Desceram juntas as escadas, as paredes eram negras, havia assim um ambiente jovem mas que não lhe alterava a expressão que ela carregava no seu rosto angelical, o fumo do tabaco, as pessoas a dançarem feitas loucas, efeitos secundários do álcool, não era o ambiente que ela apreciava, ou pelo menos naquele instante não era o que precisava. Ao chegarem ao piso do rés-do-chão, observaram toda aquela agitação genuína dos jovens, além de mais era Sábado, ainda estava mais cheio, pareciam uns peixes num aquário, era muito pequeno e o aspecto que transmitia pela sua decoração baseada em tons fortes, como o negro, verde escuro e outros, não lhe davam aquele brilho de energia pura. Não havia muitos sítios onde se podiam sentar, apenas havia umas cadeiras altas de tons cinza e uns ferros verdes escuros. Ela sentia-se estranha, sentia-se ridícula, estava naqueles dias "Não", não tinha vontade de dançar, atitude muito bizarra da parte dela, ela adorava divertir-se! Vivia na esperança daquele encontro com o príncipe encantado, como todas as miudas da sua idade sonham, mas nunca alimentou a ideia de o encontrar num lugar daqueles e que fosse naquele momento. Tentou sentir, mas aprendeu a esperar pelo grande amor (...), mas nunca imaginou que tivesse tão perto.
- Queres beber algo? perguntou a sua amiga, nunca desistindo da ideia de anima-la.
-Não me apetece muito. hesitou por momentos, mas depois deliberou e disse: Sim, bebo qualquer coisa.
Dirijaram-se ambas ao balcão, pediram a bebida e foram para o centro. ela tentava dançar, mas não conseguia, estava muito triste. Olhava ao seu redor, nada de bizarro havia. continuava a olhar. De súbito, houve um rapaz que foi também para a parte de baixo onde elas se encontravam, ela nunca o tinha visto, ele era uns 4 anos mais velhos que ela, mas não parecia. Tinha uns jeans claros, um casaco de verde tropa , um cachecol às riscas, amarelo,castanho, vermelho e branco, cabelo negro, uns olhos encantadores de tons esverdeados, pele morena, era uns centímetros mais alto que ela. Ele sentou-se naquelas cadeiras de metal , bebia um sumo de laranja. Ele olhou para a tal rapariga, olhou fixamente, não tirava o olhar de cima dela por nada, outra rapariga puxa-o, na tentativa que ele dançasse com ela, mas ele sentou-se novamente, olhava constantemente para ela, ela olhou também, mas desviou de imediato. Sentia-se intimidada, pediu à sua amiga para que trocasse de lugar com ela na perspectiva que aquele rapaz observador parasse de a olhar. Mudei de lugar, ficou de costas. Mas nada mudou, ele prendeu o seu olhar nela. (Parecia coisa de filme, mas não naquele sitio idealizado por ela, porém ela não ficou indiferente àquela troca de olhares, mas disfarçou, pelo menos tentou).
Ela recebeu uma mensagem de sua mãe, pedindo-lhe que fossem ao encontro dela. Iam a outro lugar, também um bar. Agora chegava a pior parte, ela tinha que passar por aquele labirinto do olhar daquele rapaz, evitou passar mesmo perto dele, mas ele num súbito relance mudou de sítio, aproximou-se de uma amiga supostamente dele , de forma a dançar com ela. Ela ia passar e ele aproveitou a situação propositada de estar a dançar e tocou-lhe na anca, foi a sua forma de lhe dar a entender que tinha despertado uma química nele. Ela ainda ficou naquela de lhe dizer algo, mas pensou melhor não, uma vez que se ia embora e não lhe importava mais nada daquela situação. Porém, havia certas perguntas retóricas na sua mente. Quem era? Como se chamava? será que algum dia iria voltar a vê-lo? de onde seria ele? Porque olhou daquela forma para ela?
Foi com a sua mãe, a tal amiga e outros amigos da sua mãe a outro bar. Ela ficou numa inquietação, tentou esconder, mas o seu esforço foi em vão.
-Laura, porque estás assim? Não ficaste indiferente aos olhares daquele rapaz,pois não? Admite-me, sê sincera contigo.
-Não, eu não senti nada (disse com uma voz que deixava muito a duvidar), apenas preciso saber o porque de ele estar olhar daquela forma para mim, mas também duvido que algum dia o volte a ver.
-Vá, admite-me, por favor! Eu tenho um amigo que tem o número dele. Posso pedi-lo, mas tu não queres saber nada a seu respeito, portanto não vale a pena pedir.
-Não, espera. Dá-me o número dele, vou só mandar uma mensagem a perguntar-lhe o porque de ele ter olhado para mim daquela forma que não é comum.
Ela mandou-lhe mensagem, ele respondeu-lhe logo de imediato, perguntou-lhe se era aquela rapariga que ele estava a olhar , ela disse que sim. Perguntou-lhe onde estava, ela explicou-lhe, e ele disse também estou aqui. Procurou-a , ela agora não o queria enfrentar, tímida, escondeu-se por de trás da sua amiga, sendo ridícula ao tomar estar atitude, uma vez que a sua amiga tinha altura inferior à sua. Em cima do palco de madeira, onde actuavam algumas vezes as bandas, ele olhava, viu-a, desceu os degraus de súbito e aproximou-se dela e disse-lhe:
-Caramba, és pior do que encontrar uma agulha no palheiro! -disse com um tom do voz cómico (ela olhou para ele e sorriu-lhe) faltava-lhe as palavras, situação essa que nunca outrora lhe acontecerá. ele perante o silencio dela, adiantou: és muito bonita mesmo. Não fui ter contigo porque receei a tua reacção.
-Bem tenho que me ir embora- disse ela com uma voz serena.
-Não te despedes de mim? disse ele , sem retirar o olhar dela. Olhava-lhe sempre nos olhos. Nem lhe deu tempo de responder, deu-lhe 2 beijos e em seguida mais 2, foi um pouco estranho, normalmente as pessoas não se despendem assim. A sua mão ficou sob posta na dele, não sabiam como aquilo estava acontecer, ela não reagia.
Há saída do bar, ele foi para a porta, esperava por ela para a ver ir embora. Os olhares trocavam-se genuinamente.
(A partir daí, trocaram mensagens, falavam sobre o que lhes tinha acontecido e queriam saber ambos o porque).
Certo dia, ela saiu mais uma vez à noite, estava muito frio, ela levava umas calças brancas, uma blusa azul clara e um cachecol branco de malha, foi a um jantar de anos e disseram-lhe que ele não era aquele rapaz que ela idealizava, não era o rapaz dos sonhos que ela tanto ansiava. Houve naturalmente uma confusão de ideias, sentimentos e o que devia ou não fazer, se haveria de seguir aquilo que começou a sentir ou devia seguir as opiniões de terceiros. Optou por seguir o que sentia, precisava de saber, não tinha nada a perder.
Nessa mesma noite, ela foi ter com os seus amigos junto ao local onde tinha conhecido aquele deslumbrante rapaz. Ele chegou, ela fingiu que não o via e continuava a falar. Ele aproxima-se e dá-lhe dois beijos no rosto e diz-lhe que necessitava falar com ela. Ela não evitou, também precisava esclarecer tudo o que estava a suceder. Ele levou-a para um sitio perto de uma quinta, não havia ninguém ao redor. Disse-lhe que sabia tudo o que lhe podiam ter dito, disse que sempre agiu daquela forma porque não tinha encontrado ninguém que lhe despertasse aquele interesse puro, acrescentou que nunca se sentiu assim, que nunca tinha sentido num olhar aquilo que sentiu quando a viu pela primeira vez. Dissera-lhe tudo isso nos olhos ( aspecto importante para ela, conseguia ver num olhar sempre a verdade, era o fundamental serem sinceros para com ela). Ela disse-lhe:
-Eu também senti isso. Mas (...) não sei.
Num impulso, ele beija-a apaixonadamente. (Parecia que já a conhecia à muito tempo, que sempre a amou). Ela que sempre foi da opinião que um beijo só se dá quando duas pessoas querem realmente, não acreditava naquelas opiniões "roubar um beijo". Nessa noite ela dormiu com o cachecol , tinha ficado com o cheiro dele grudado.
Encontravam-se regularmente, o sentimento que começou como uma química nunca antes sentida, transformou-se num amor louco. Passado algum tempo, ele pede-a em namoro. Ela não hesitou e aceitou subitamente, mas ficou boquiaberta, não esperava mesmo aquela atitude da parte dele.
É a nossa história de amor, relatada por mim de forma simples, tal como tudo começou e hoje ainda o é.

Quero dizer que te continuo a amar daquela forma que tu sabes, desde aquele dia em que houve aquela troca de olhares que mudou a minha vida e digamos que a tua também.

6 comentários:

Isabel disse...

Consegues sempre cativar com os teus sons articulados minha querida :')

jo disse...

ESTÁ LINDO MINHA QUERIDA, LINDO!

Patrícia Costa disse...

muuuito O.o

jo disse...

obrigada :)

Anônimo disse...

Encontraste o que todos procuramos: alguem que saiba secar as nossas lágrimas ... alguem que saiba contar aquelas piadas estupidas so para nos fazer rir ... alguem que nao precisa de um dia especial ou de uma razao para diser como estamos bonitas ... alguem que pára na rua e grita para toda a gente ouvir "AMO*TE"... secalhar nao foi no sitio que gostavas que fosse.. mas nao é o sitio que importa mas sim o momento!... Gostei muito da tua história e fico muito contente por no meio dessa conversa toda nao caiste!!... ass: Ana P

Anônimo disse...

Não tenho palavras! É uma linda história de amor, com o que dizes, consegues mostrar o que realmente sentes, e não escondes nada! Gostei muito mesmo:) ASS: Gé