segunda-feira, 6 de setembro de 2010

sinto-te aqui

O meu pensamento paralisa por pensar demasiado em ti e depois à causa disso não consigo adormecer 

      Existe lembranças que me continuam a magoar de uma forma gigantesca a alma. Queria tanto tirar-te dentro do meu peito. Continuo presa a ti, mais que não seja ás memórias.
     Nesta madrugada e em tantas outras, tenho dado por mim a lembrar-me de ti mas ainda mais de nós, do que juntos fomos e hoje já nada somos. Quando a saudade me abraça é nossos momentos que me refugiu e o meu coração é como naufragasse mais uma vez, perde-se quando penso em ti e custa tanto voltar ao cais. Nesse instante, sinto uma vontade louca de procurar-te e pedir-te que voltes, que só nos teus braços é que me sinto feliz, porém continuo a ter a racionalidade bem nítida em mim, ainda mais que estes desejos e sonhos. Êxito sempre ,embora essa vontade more em mim. Penso e chego à conclusão que não posso agir precipitadamente. 
     Abro tantas vezes o baú das recordações, talvez isso me magoe mais, mas eu preciso e também não consigo evitar, sei que me iludo e esqueço por vezes a realidade que escolhi para nós. Olho para as nossas fotografias, que são perplexas numa cumplicidade nunca antes sentida, leio vezes sem conta as tuas palavras (imaginado que as pronuncias de novo ,que as sussurras ao meu ouvido suavemente e delicadamente. Os meus olhos quando se cruzam com estas memórias, não se consegue permanecer indiferentes, assim, as lágrimas caem-me subitamente sobre o rosto que tu tantas vezes com as tuas mãos limpaste. É verdade, ainda consigo sorrir só por lembrar-me de ti. Ontem mais uma vez não conseguia adormecer e abri o meu roupeiro de madeira-clara, estava bem no fundo um saco, abri-o sem pensar, mais sabia eu o que ia lá encontrar. era a tua blusa, ainda nutria o teu cheiro, parece ridículo mas é puro o que te digo. Abracei-a e deu-me a sensação de te sentir comigo. Coloquei a meu lado enquanto a admirava parvamente. Por instantes, senti-te comigo. O teu cheiro beijou-me o coração.
    Um dia, vais perceber que ainda não aprendi a preencher este vazio que permanece pelo simples facto de ninguém ocupar o teu único e eterno lugar.




3 comentários:

jo disse...

"Um dia, vais perceber que ainda não aprendi a preencher este vazio que permanece pelo simples facto de ninguém ocupar o teu único e eterno lugar." como te entendo minha querida <3

Patrícia C. disse...

Fantástico (para não variar...) :D

Cynthia Brito disse...

Vi que você andou me fazendo uma visita, então resolvi fzr o mesmo. amei seu blog. espero poder vir sempre aqui e postar algo muito bom para que você goste. beijo ;*